31.3.08
...
Às vezes, só preciso sentir o vento no meu rosto.
Às vezes, quando sinto o vento no meu rosto, penso que gostaria de voar.
Às vezes, quando sinto o vento no meu rosto, penso que gostaria de voar.
30.3.08
...
Sol. Água. Café. Rua. Trabalho. Almoço. Trabalho. Rua. Casa. Água. Cigarro. Café. Noite. Jornal. Cama. Sono. Sonho. Sol. Água. Café. Rua. Trabalho. Almoço. Trabalho. Rua. Casa. Água. Cigarro. Café. Noite. Jornal. Cama. Sono. Sonho. Sol. Água. Café. Rua. Trabalho. Almoço. Trabalho. Rua. Casa. Água. Cigarro. Café. Noite. Jornal. Cama. Sono. Sonho. Sol. Água. Café. Rua...
E a vida vai seguindo sempre assim.
E a vida vai seguindo sempre assim.
28.3.08
Outra noite
O sol está nascendo. Não dormi a noite toda. Não sei bem o por quê. Hoje faz uma semana que não fumo. Não estou tentando parar, ainda. Encostei o pé no chão e balancei a rede. Pensei em me levantar e pôr uma música, mas apenas me espreguicei. Peguei a garrafa de vinho vazia e senti o cheiro da bebida. Adoro esse cheiro. Mas no momento o que eu queria mesmo é uma xícara de café. Olhei pro céu, as nuvens passavam devagar: um cachorro, um dragão, uma mulher com o penteado engraçado. Lembrei de quando eu filava aula no colégio para deitar embaixo de uma árvore e ver todos os tipos de figuras no céu. Tempos bons. Agora sinto falta do meu passado. Sinto falta da minha bicicleta amarela. E daquele barzinho do qual não lembro o nome. Sinto falta da minha sapatilha vermelha... eu adorava aquela sapatilha! Sinto falta também dos meus 16 anos...e do meu riso daquele tempo. Sinto falta... Droga!! São 6 horas, tenho que me arrumar pro trabalho. Levantei e depois de dois passos olhei pra trás. A rede ainda balançava um pouco. A garrafa de vinho estava jogada no chão. As nuvens passavam sem pressa. Até que meu presente não estava mal. Meus olhos sorriram.
24.3.08
Sabe...
Te olhei sentado do meu lado , com o cabelo caído na testa. De cinco em cinco segundos, você balançava a cabeça para tirar a franja dos olhos. Você sempre detestou quando eu tentava ajeitar seu cabelo com minhas mãos. Mesmo sabendo disso não consegui resisti. Você me lançou aquele seu olhar, aquele que demonstra claramente que você está irritado, e eu, tentando superar a dor, ri.
Você não sabe, mas esse seu olhar sempre me machuca.
Você não sabe, mas eu não poder te tocar sempre me machuca.
- Sabe... Eu te amo - sussuro com minha voz mais doce.
- Ahã? Você disse alguma coisa?
- Não, não falei nada.
Você não sabe, mas esse seu olhar sempre me machuca.
Você não sabe, mas eu não poder te tocar sempre me machuca.
- Sabe... Eu te amo - sussuro com minha voz mais doce.
- Ahã? Você disse alguma coisa?
- Não, não falei nada.
18.3.08
Noite estrelada
Eu estava na varanda, olhando as estrelas. Nossa! Havia tantas estrelas!
Quando eu ouvi o primeiro grito.
- Socorro!
Olhei para baixo da minha varanda e vi uma mulher correndo. Parecia que o próprio Diabo a perseguia.
- Socorro!
Mas o que o Diabo ia querer com uma mulher dessas?
- Socorro!
E ela continuou a gritar até virar a esquina.
E eu voltei a olhar para o céu.
Quando eu ouvi o primeiro grito.
- Socorro!
Olhei para baixo da minha varanda e vi uma mulher correndo. Parecia que o próprio Diabo a perseguia.
- Socorro!
Mas o que o Diabo ia querer com uma mulher dessas?
- Socorro!
E ela continuou a gritar até virar a esquina.
E eu voltei a olhar para o céu.
Diálogo
-Oi.
-Oi.
-Porque você está aqui?
-Vim à procura do maior dos meus desejos.
-O que é?
-Meu sonho.
-Seu desejo?
-Minha vontade.
-Você quer.
-Eu quero...
-Eu sei.
-... o Silêncio.
-Não posso te dar.
-Mas eu quero com todas as minhas forças.
-Peça outra coisa.
-Eu quero isso.
-Deseje outra coisa.
-Desejo apenas isso.
-Não tem como eu te dar.
-Por quê?
-Eu não possuo o silêncio.
-De quem é então?
-Dela.
-Quem é ela?
-Não sei.
-Eu preciso...
-Eu também.
-... do silêncio.
-E o barulho? Você não quer?
-Quero.
-Eu também.
-Vamos dividir.
-Enquanto você está com o silêncio...
-Você está com o barulho.
-Como vamos pegar o silêncio?
-E o barulho?
-Os dois estão com ela.
-Vamos pedir
-São nossos desejos.
-E sonhos.
-E vontades.
-Oi.
-Porque você está aqui?
-Vim à procura do maior dos meus desejos.
-O que é?
-Meu sonho.
-Seu desejo?
-Minha vontade.
-Você quer.
-Eu quero...
-Eu sei.
-... o Silêncio.
-Não posso te dar.
-Mas eu quero com todas as minhas forças.
-Peça outra coisa.
-Eu quero isso.
-Deseje outra coisa.
-Desejo apenas isso.
-Não tem como eu te dar.
-Por quê?
-Eu não possuo o silêncio.
-De quem é então?
-Dela.
-Quem é ela?
-Não sei.
-Eu preciso...
-Eu também.
-... do silêncio.
-E o barulho? Você não quer?
-Quero.
-Eu também.
-Vamos dividir.
-Enquanto você está com o silêncio...
-Você está com o barulho.
-Como vamos pegar o silêncio?
-E o barulho?
-Os dois estão com ela.
-Vamos pedir
-São nossos desejos.
-E sonhos.
-E vontades.
16.3.08
minha escolha
Meu coração palpitava. Meus joelhos tremiam e meu corpo não parecia me pertencer. Eu queria pular. Eu queria me entregar. E não conseguia.
Por três segundos meu coração parou. Tudo à minha volta ficou negro como uma noite sem estrelas. O medo apertava minha garganta. Meu coração voltou a bater, mais rápido do que nunca. Tum-tum tum-tum tum-tum. Olhei o céu azul e pensei no que almoçar no dia seguinte. Sorri. E me lancei ao abismo.
Por três segundos meu coração parou. Tudo à minha volta ficou negro como uma noite sem estrelas. O medo apertava minha garganta. Meu coração voltou a bater, mais rápido do que nunca. Tum-tum tum-tum tum-tum. Olhei o céu azul e pensei no que almoçar no dia seguinte. Sorri. E me lancei ao abismo.
14.3.08
Dia da Poesia
Adoro poesias... e como hoje é um dia dedicado à essa forma de expressar os sentimentos incompreensíveis, vou postar uma das minhas favoritas.
Verbo no infinitivo - Vinicius de Morais
Ser criado, gerar-se, transformar
O amor em carne e a carne em amor, nascer
Respirar, e chorar , e adormecer
E se nutrir para poder chorar
Para poder nutrir-se; e despertar
Um dia à luz e ver, e ao mundo ouvir
E começar a amar e então sorrir
E então sorrir para poder chorar.
E crescer, e saber, e ser , e haver
E perder, e sofrer e ter horror
De ser e amar, e se sentir maldito
E esquecer tudo ao vir um novo amor
E viver esse amor até morrer
E ir conjugar o verbo no infinitivo ...
Verbo no infinitivo - Vinicius de Morais
Ser criado, gerar-se, transformar
O amor em carne e a carne em amor, nascer
Respirar, e chorar , e adormecer
E se nutrir para poder chorar
Para poder nutrir-se; e despertar
Um dia à luz e ver, e ao mundo ouvir
E começar a amar e então sorrir
E então sorrir para poder chorar.
E crescer, e saber, e ser , e haver
E perder, e sofrer e ter horror
De ser e amar, e se sentir maldito
E esquecer tudo ao vir um novo amor
E viver esse amor até morrer
E ir conjugar o verbo no infinitivo ...
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